Escalada - Após realizar a façanha no dia 10, de escalar o monte Aspiring, terceira maior montanha da Nova Zelândia, com 3.027m de altitude, Waldemar Niclevicz realizou nesta semana mais duas conquistas. Escalou no dia 16 o Monte Cook (3.763m), maior montanha da Nova Zelândia e, em seguida, no dia 19, chegou ao cume do Monte Tasman (3.497m), a segunda montanha mais alta da Nova Zelândia e talvez a mais perigosa. Os desafios fazem parte do projeto O Brasil no Topo do Mundo, que objetiva colocar a bandeira brasileira no alto de doze das maiores montanhas do planeta.
Niclevicz enfrentou glaciares totalmente fraturados, devido ao aquecimento global, e labirintos com gretas instransponíveis, onde deslizamentos eram freqüentes durante a escalada do Mont Cook e do Tasman. "Durante a subida, se estivéssemos apenas 5 minutos atrasados, seríamos acertados em cheio por uma avalanche. Já na descida, desabou uma avalanche gigantesca, pouco mais de uma hora após passarmos por ali e tenho certeza que desta não teríamos chance nenhuma de escapar com vida", relatou Niclevicz, sobre os perigos do Monte Cook.
O escalador foi o primeiro brasileiro a escalar as três maiores montanhas da Nova Zelândia (Cook, Tasman e Aspiring). "Estou absolutamente satisfeito com os resultados, pois o meu objetivo era a escalada das três mais importantes montanhas da Nova Zelândia e foi totalmente cumprido", afirmou Niclevicz.
Após esta etapa, Waldemar irá escalar a maior montanha da Austrália, o Mount Kosciusko (2.228m). Na sequencia, partirá para a Ilha da Tasmânia, onde escalará o Totem Pole, uma das mais extraordinárias formações rochosas do mundo, que surge das águas do mar com 5 metros de diâmetro e 65 metros de altura.
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