Montanhismo - O alpinista Vitor Negrete, 38 anos, que na última segunda-feira, dia 15, havia iniciado o ataque ao cume do Monte Everest, cumpriu um desafio inédito para o montanhismo brasileiro: chegar ao cume do Monte Everest sem os cilindros de oxigênio suplementar, escalando sua face mais difícil, a Norte, no Tibet.
Contudo, na sua descida, Negrete solicitou ajuda comunicando-se com Dawa Sherpa - profissional que o auxiliava na escalada, e que o aguardava no acampamento 3. O sherpa o encontrou e prestou socorro ao montanhista ainda vivo, levando-o até o Acampamento 3. Dentro de uma barraca, Negrete não resistiu e às 02 horas da madrugada (horário do Nepal), do dia 19, veio a falecer.
Negrete, em rápida conversa pelo telefone satelital, na última quarta-feira, dia 17, já no Acampamento 3, a 8.300 metros, disse estar bem e confiante, mesmo após as más notícias do dia 16, quando havia verificado que seu depósito de mantimentos no Acampamento 2 havia sido assaltado e que seu amigo de expedição, o montanhista inglês David Sharp, havia falecido.
Contando com uma janela de bom tempo para o dia 18, o brasileiro seguiu rumo ao "topo do mundo" sem oxigênio suplementar e sem telefone, pois a bateria do satelital estava no fim. Seu único meio de comunicação era com Dawa Sherpa, através de rádio.
Seu amigo e parceiro de escalada, Rodrigo Raineri, havia ficado no Campo Base, recuperando-se da tentativa da semana passada, e pretendia lançar-se ao cume em torno do dia 25 de maio, quando está prevista outra janela de bom tempo. |