Iatismo & Vela - Robert Scheidt e Bruno Prada tiveram um ano histórico em 2007. A dupla de vela, que passou a competir com mais regularidade após o bicampeonato olímpico de Scheidt na classe laser, em 2004, conseguiu os melhores resultados desde o início da parceria e atingiu o ápice com o título mundial conquistado em julho, em Portugal.
Após 11 competições no ano, com nove títulos, Robert e Bruno comemoram o desempenho obtido em 2007, mas já projetam 2008, que para eles começa com um objetivo bem definido: a conquista da vaga olímpica.
"Estou muito contente com a nossa evolução na classe Star este ano. Agora vamos seguir com muito esforço nosso caminho rumo à seletiva olímpica e, se tudo der certo, para a Olimpíada na China", afirma Robert Scheidt, também medalha de prata na Laser no Pan do Rio, em agosto.
Scheidt e Prada conseguiram resultados expressivos no Brasil e no exterior e acabaram indicados ao prêmio de melhor velejador do mundo em 2007, segundo a Federação Internacional de Vela (Isaf). Eleito em 2001 e 2004, Scheidt não conseguiu o prêmio pela terceira vez. Os vencedores foram o norte-americano Ed Baird, no masculino, e a francesa Claire Leroy no feminino.
Robert Scheidt iniciou 2007 treinando em Ilhabela para a seletiva dos Jogos Pan-Americanos, competição que venceu em fevereiro, no Rio de Janeiro. Entre março e abril, Scheidt e Prada entraram nas competições oficiais e venceram a Pré-Olímpica de Búzios, o Troféu Princesa Sofia e o Europeu de Primavera, ambas em Palma de Mallorca, na Espanha.
Em maio, a dupla teve na Holanda o pior resultado da temporada. "Terminamos na oitava colocação da Holland Regatta, campeonato marcado pelos ventos extremamente fracos", recorda o proeiro Bruno Prada.
Para fazer bonito no Campeonato Mundial, a dupla chegou mais cedo a Cascais e venceu o Danish Open, competição preparatória. Em seguida veio o título mais importante da parceria.
"Era 8 de julho quando terminamos a série de dez regatas na primeira colocação. No dia seguinte os ventos estavam fortes demais e, com o cancelamento das regatas, ficamos com o tão cobiçado título mundial na classe Star", diz Scheidt, melhor velejador do país em 2007 segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Praticamente sem descanso, o tricampeão pan-americano chegou ao Rio como favorito ao tetra, mas por apenas um ponto terminou com a medalha de prata. Na seqüência, a Pré-Olímpica de Qingdao, na China, permitiu à dupla conquistar mais um título e, principalmente, conhecer a raia olímpica.
Em setembro, eles ficaram em terceiro na Regata Rei da Espanha, em Los Angeles, em outubro garantiram o título da Semana de Vela do Rio de Janeiro e em novembro, no encerramento da temporada, faturaram o título da Taça Royal Thames, válida também pelo Campeonato Brasileiro da classe Star. |