Bike - A brasileira Dani Genovesi, de 41 anos, entrou para a história do ciclismo nacional ao vencer a edição 2009 da Race Across America (RAAM), considerada a mais dura disputa ciclística do mundo. Dani completou os 4.800 km, de costa a costa dos Eastados Unidos, em 11 dias, 17 horas e oito minutos, chegando a pedalar 20 horas por dia. A carioca foi a primeira latino-americana a se classificar para a disputa.
Dani chegou a Annapolis, em Maryland, na manhã deste domingo, 28 de junho. O vice ficou com a americana Janet Christiansen, que no domingo, até o meio da tarde, ainda estava a mais de 100 milhas do local. "Foi a maior emoção da minha vida no esporte. Foi uma emoção muito forte vencer esta prova tendo ao lado a minha família e os meus amigos, que vieram acompanhar a chegada. Tenho de agradecer muito a minha equipe, pois sem ela eu não teria conseguido", declarou a brasileira.
Para vencer a RAAM, Dani adotou como estratégia as horas de descanso programado (ela dormia quatro horas diárias sempre), e manter um ritmo diário. Nos primeiros dias, a americana abriu uma boa vantagem, porque praticamente não dormia. Quando seu corpo ficou desgastado demais para seguir a maratona, Dani a ultrapassou.
"Esta prova é um sofrimento enorme, por isso fiz a opção de encarar como uma expedição, para me divertir. O repórter do site oficial não conseguia acreditar como eu estava sempre sorrindo, assim como a minha equipe. Isso fez grande diferença", disse Dani, que perdeu apenas quatro quilos na sua "expedição", o que já estava dentro do previsto. Sua alimentação era baseada em shakes e macarrão, com altas doses de carboidrato e proteína.
Ela passou por alguns momentos difíceis, principalmente quando estava atrás na americana. O sofrimento inicial a fez pensar na possibilidade de não conseguir completar a prova. "Comecei a sentir muitas dores nos dois joelhos, que ficaram inchados. Na TS 50, dormi por duas horas, tomei anti-inflamatórios e as dores diminuíram, mas por um momento eu pensei que o corpo poderia dizer não, mas deu tudo certo", explicou a campeã.
Apesar do resultado histórico, a ciclista não sabe se voltará a competir na RAAM. "Para falar a verdade, a ficha ainda não caiu sobre a importância do meu feito. Não sei mesmo se voltarei a encarar a RAAM na categoria solo, talvez em equipe", finalizou a ciclista, que passará essa semana em solo americano, e volta ao Brasil no dia 5 de julho. |