Turismo - A história de Recife começou em 1534, na mesma época em que Portugal criou as Capitanias Hereditárias. A Capitania de Pernambuco foi confiada a Duarte Coelho Pereira. O solo de Pernambuco era apropriado para o cultivo da cana-de-açúcar, o que fez a Capitania prosperar e Recife ser usado como porto.
A mão-de-obra era escrava. O porto de Recife também recebia os navios negreiros e o comércio de escravos, por si só, já era bastante lucrativo. Por décadas, Recife era usada apenas como porto, até que, em 1630, os holandeses ocuparam Pernambuco, atrás da riqueza da cana-de-açúcar. As terras planas de Recife foram o motivo do estabelecimento dos holandeses.
Sete anos depois, o conde Maurício de Nassau assumiu o governo das possessões holandesas no Brasil e conduziu uma revolução urbanística na cidade, planejando ruas e construindo várias pontes. Com a vinda de paisagistas e engenheiros europeus, a cidade de Recife tomou ares de metrópole, com obras vistas até hoje. Em 1654, os holandeses foram expulsos de Recife, porém, nessa época, a cidade já uma importante rota comercial.
Recife se tornou um centro comercial. Inúmeros comerciantes de várias cidades iam à cidade comprar mercadorias para revender. Após a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), em 1950, a economia da região ganhou novo impulso: as indústrias. Ainda hoje, os pólos industriais são o setor econômico mais importante de Recife.
Recentemente, o setor de serviços cresceu. Recife possui o segundo maior pólo médico do Brasil e com o Porto Digital, a cidade assume hoje um papel de ponta no setor de tecnologia da informação no Brasil.
É claro que, como toda cidade do Nordeste, Recife se destaca pelo potencial turístico, com todas as suas construções históricas, que embelezam a cidade, molduradas por uma paisagem natural que encanta turistas do mundo inteiro.
Praias de Recife
Praia da Boa Viagem - Com aproximadamente 7 km de extensão, Boa Viagem é a praia mais famosa de Recife. É delimitada pelas praias da Pina e Piedade. Em toda a extensão da praia, é protegida por uma barreira de recifes, que deram nome à cidade.
Quando a maré está alta, as autoridades recomendam que não passe da barreira para evitar ataques de tubarões. O surf é proibido com risco de bater nos recifes. Quando a maré baixa, os arrecifes formam algumas piscinas naturais cheias de peixes, arraias e outros seres marinhos. Também é possível andar por eles, com certo cuidado.
Atrativos culturais e históricos de Recife
Capela Nossa Senhora da Jaqueira - Essa capela está localizada no meio do Parque da Jaqueira. O altar-mor é todo dourado e ornamentado com belos azulejos portugueses formando o estilo Barroco.
Parque da Jaqueira - O parque se destaca pelo tamanho grandioso de suas atrações. Ele possui uma pista de cooper de 1.000 m, ciclovia de 1.100 m, pista de bicicross de 400 m, pista de patinação de 600 m. Por estar localizado numa área nobre de Recife, o parque também é palco de diversos eventos.
Estação Ponte D'Uchoa - Um lugar para curtir a paisagem, de preferência bem acompanhado. Dá para pegar um barco a remo, no porto da passagem da Ponte D'Uchoa, na Avenida Rui Barbosa, e ir até a outra margem, em terras do antigo engenho da Torre, ou, dependendo de um acerto com o barqueiro, subir o rio em direção ao Poço da Panela e outros portos existentes ao longo do seu leito.
Torre Malakoft - Construída entre 1835 e 1855, é um dos pontos mais visitados de Recife. Um monumento em estilo tunisiano que já foi observatório e hoje é Espaço Cultural e Centro de Manifestações Populares na praça Arsenal da Marinha.
Mercado de São José - Inaugurado em 1875, é um dos principais mercados públicos municipais. Possui a mesma arquitetura neoclássica dos mercados europeus da época. Seus boxes abertos diariamente, 542 no total, possuem uma imensa diversidade de produtos e serviços: roupas, frutas, carnes, folhetos de cordel, produtos de umbanda e candomblé, jogos de búzios e tarô e muito mais.
Forte Orange - Diferente do que as pessoas pensam, a pronuncia não é orange de "laranja" em inglês, mas sim "Orânge". Está localizado na entrada sul do canal de Santa Cruz, na ilha de Itamaracá. Foi construído logo após a invasão da Ilha de Itamaracá pelos holandeses, em 1631, segundo projeto do engenheiro Pieter Van Bueren. |