Expedição Mistralis 2008 - Antes de falar especificamente dessa parceria, devo ressaltar o motivo pelo qual me fez dedicar energia para conseguir as difíceis parcerias com as instituições e faculdades. O motivo é simples: ajudar uma área em que o governo brasileiro investe pouco e que os recursos marítimos são muito parcos.
Veja o mapa da expedição
A contribuição da Mistralis para com a comunidade científica não tem nenhum vínculo com o trabalho de Educação Ambiental que será realizado, nem mesmo com o capital investido pelos patrocinadores. É mais uma das iniciativas próprias da Mistralis em parceria direta com as instituições e universidades, as quais contribuem com o que podem, já que seus recursos também são bem limitados.
A parceria começou quando eu vi uma reportagem na Internet na qual mostrava o Prof. Dr. Venerando Amaro professor de Geologia da UFRN comentando sobre as mudanças climáticas que estavam acontecendo em Natal, logo enviei um e-mail para ele e tive grande surpresa com a uma resposta. Já que é muito difícil pesquisadores e doutores responderem e-mails de pessoas que não sejam da área.
Enfim, poucos dias depois de trocarmos alguns e-mails, Venerando estava no Rio e já estávamos organizando a minha ida à Natal para conhecer pessoalmente a dinâmica da região e as duas dificuldade e peculiaridades. Amaro também é o coordenador da Rede PETROMAR. No Rio Grande do Norte iremos fazer dois trabalhos em parceria com a PETROMAR: pesquisa científica e educação ambiental.
Pesquisa científica - Ddurante esta expedição, propõe-se à medição dos parâmetros oceanográficos na região costeira entre os municípios de Guamaré e Porto do Mangue. Este levantamento será efetuado na plataforma interna, em três estações de medição localizadas próximas as isóbatas de 5, 10 e 20 m distribuídas ao longo de cinco perfis transversais a linha de costa.
Educação Ambiental - Nas regiões de Guamaré, Porto do Mangue e Galinhos iremos realizar todas as nossas atividades:
- Educação ambiental (capacitação dos líderes das comunidades; palestras sobre o meio ambiente e o aquecimento global; aulas práticas nos manguezais e nas praias, seguidas de mutirões de coletas de lixo; montagens de murais com a sucata coletada; dinâmicas de grupo; representações cênicas; vídeos sobre o meio ambiente e fechamento com palestras).
-Enfoque nos problemas dos manguezais, do turismo predatório e mal aproveitado, o problema da carcinicultura (criação de camarão em cativeiro) e o problema gritante do lixo a céu aberto - o conceito de que o lixo não me afeta e é problema do vizinho, além de outros problemas pertinentes a realidade da região.
Felipe Caire