Parapente - Aos 28 anos, a mineira Márcia Finelli foi considerada revelação no 2º Brasil Acro de parapente, que aconteceu entre os dias 15 e 18 de novembro, em Bragança Paulista. Marcinha é a única competidora feminina entre os melhores pilotos de acrobacia em parapente do mundo e ocupa hoje o 4º lugar no ranking nacional. Agora, a atleta traça planos internacionais.
Para 2008, Márcia Finelli pretende se aperfeiçoar mais para o mundial na Europa trazendo assim algum prêmio para casa e já tem programada uma viagem para o Chile, um dos melhores lugares do mundo para treinar acrobacia em parapente.
"Participei no Primeiro Brasil Acro em 2006 na categoria Junior e fui campeã feminina. Depois disso comecei a treinar com uma vela de competição, por isso esse ano não foi possível minha participação na categoria Junior, tive que me inscrever na categoria Máster. Eu entrei na cara e a coragem. Hoje vejo o quanto valeu a pena", disse a piloto.
Seus treinos se iniciaram no mês antecedente ao campeonato. Marcinha saía de Belo Horizonte sexta à noite e chegava a São Paulo pela manhã onde iniciava seu treino. Além do parapente, Márcia tem se dedicado muito nos estudos de fisioterapia e pretende se especializar em acupuntura.
"É difícil conciliar isso, mas faço o possível porque gosto de fazer as duas coisas. O meu problema é falta de tempo mesmo, porque acrobacia exige muita dedicação", disse. A maior dificuldade que Márcia sente no esporte é que o investimento é muito alto, tem um retorno muito gratificante, mas sem um patrocinador não tem um grande retorno financeiro e acaba sendo obrigada a conciliar sua profissão.
Seu primeiro contato com o parapente foi há cinco anos em Palmas, Tocantins. "Subi a serra com uma amiga para ver a galera voando, eu nunca tinha visto. Quando eu vi o primeiro cara decolando, o barulho da vela inflando foi tudo para mim, era o que estava faltando na minha vida".
A partir deste dia Marcinha procurou um instrutor e iniciou suas primeiras aulas de parapente em Palmas. "No primeiro dia tirei o pé do chão, já foi uma loucura eu não queria mais parar. Comprei o meu equipamento com muita dificuldade, mas aí comecei a voar todos os dias e assim começaram as minhas viagens, que não foram poucas", declarou a mineira de Belo Horizonte.
Nathalie Monteiro
Leia também
Revelações aparecem no 2º Brasil Acro em Bragança Paulista