Rapel - "Corda de amarrar a vaca no pasto", pode parecer um pouco estranho, mas é mais comum do que imaginamos.
A utilização de cordas impróprias para as atividades verticais está se tornando muito comum por esportistas em todo o território nacional, causando grandes acidentes inclusive com vítimas fatais, as causas desses acidentes é a falta de conhecimento sobre qual tipo de corda é adequada para cada atividade ou situação.
A seguir algumas informações sobre as principais cordas existentes no mercado; as quais são recomendadas para uso:
1ª) Poliolefinas – Poliopropileno - Polietileno
A sua vantagens:
Não absorvem água e flutuam
Suas desvantagens:
Pouca resistência
Pouquíssima resistência à abrasão
Baixo ponto de fusão
Baixa capacidade de receber impactos
Grande capacidade de elasticidade
Extremamente sensível a luz, ou seja; aos raios ultravioleta
Normalmente são utilizados em alguns resgates aquáticos por flutuarem.
2ª) Aramidas (Kevlar – Du Pont)
A sua vantagens:
Extremamente resistentes à altas temperaturas.
Altíssima resistência ao rompimento.
Sua desvantagens:
É facilmente danificada por flexão de pequenos diâmetros, como em nós.
Baixíssima resistência à abrasão.
Baixa resistência ao impacto.
Não são utilizadas em resgates técnicos, mas muito usadas na confecção de fitas tubulares, planas, cordeletes e coletes a prova de balas dentre outros.
3ª) Poliester
A sua vantagens:
Possui altíssima resistência mecânica quando molhada.
Boa resistência à abrasão.
Seu ponto de fusão é de 250 graus ºC.
Boa resistência à ácidos dentre outros produtos.
Sua desvantagens:
Não suporta carga de choque (impacto).
Não flutua na água.
Seu uso é recomendado quando a mesma for produzida misturada com Poliamida.
4ª) Poliamida (Nylon, Perlon)
A sua vantagens:
Em torno de 10% mais resistente do que o Poliester.
Excelente resistência ao choque. (Impacto)
Seu ponto de fusão gira em torno de 250 graus ºC, para cordas de Poliamida 6.6.
Sua desvantagens:
Perde em torno de 10% a 15% de resistência quando molhada, mas retorna quanto seca.
São as cordas recomendadas em resgates técnicos e demais atividades verticais.
O Autor:
Sandro Marcos da Silva, Presidente da Organização Não Governamental Águia Dourada, Instrutor de Resgate Técnico em Ambientes de Difícil Acesso da Casa da Segurança de Blumenau, Responsável pelos Esportes de Aventura e Departamento de Resgate do Parque Rota das Cachoeiras em Corupá, praticantes de Rappel, Escalada e Montanhismo a mais de 15 anos.
Contatos:
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