Parapente - Para o instrutor de parapente André Ramponi, procurar um profissional reconhecido pela
Associação Brasileira de Parapente (ABP) e fazer uma pesquisa detalhada sobre o método usado pela escola, são as principais dicas para quem quer iniciar o esporte.
"Os iniciantes têm uma tendência a não ouvir o que os instrutores dizem e acham que o instrutor não deixa o aluno voar por maldade e não é bem assim. A gente analisa a condição para ele, pois quem está iniciando não tem esse conhecimento, então a dica é sempre ouvir o que o instrutor diz e nunca tentar fazer alguma coisa escondida", disse André.
André coloca o aluno para voar em oito aulas, ou seja, quatro finais de semana. "Eu ensino como o equipamento funciona e qual é o papel do piloto no conjunto, isso é mais trabalhoso no começo, mas o resultado final é mais rápido e muito mais seguro para quem está aprendendo", disse o instrutor das escolas
Flymaq,
Vento Mania e Nas Nuvens.
Nascido em Águas de Lindóia, interior de São Paulo, André começou a se interessar por parapente quando tinha apenas 15 anos. "Via o pessoal voando de asa delta e queria muito voar, mas não sabia como poderia fazer, até que um dia eu consegui me aproximar mais e me informar como poderia praticar", contou.
Em 1994 começou a ensinar amigos a voar e de lá até hoje vem se especializando cada vez mais em didática de ensino, já fez parte da diretoria técnica da Federação Paulista de Vôo Livre, hoje é instrutor de três escolas de parapente, ministra palestras em clínicas de formação de instrutores, vice-presidente do Clube de Vôo Livre de Socorro, em São Paulo, gestor e examinador da ABP.
Para quem quiser praticar o parapente os lugares mais indicados pelo instrutor são Atibaia, em São Paulo, Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, Governador Valadares, Andradas e Belo Horizonte, em Minas Gerais.
O gerente de projetos Alex Fontes, pratica o parapente há um mês e meio. A maior dificuldade que ele sentiu foi lidar com quatro comandos em duas mãos. "Aprender a lidar com isso é um pouco complicado, mas ao contrário do que eu imaginava, o equipamento é mais simples", disse ele.
Para Alex que sempre foi interessado desde criança por coisas que voam, o vôo seria uma espécie de hobby, um tempo para você. "Nada se compara a liberdade que o vôo dá".
Nathalie Monteiro