Pára-quedismo - O pára-quedismo possibilita sentir a liberdade nos ares. Até o momento de abrir o pára-quedas, é uma queda livre sem nada para atrapalhar. Mas antes do salto, todas as pessoas devem tomar certos cuidados.
Para o instrutor Marcos Ramos de Oliveira, o Terraguar, o pára-quedismo é um esporte de risco controlado. "O pára-quedas só não abre se for dobrado e fechado de maneira incorreta e o pára-quedista que for utilizá-lo não checar para ver que tem algo incorreto. O pára-quedas pode estourar uma linha, duas, rasgar, estourar um link, mas não abrir é praticamente impossível e fora isso ainda existe o pára-quedas reserva", disse Terraguar.
A possibilidade de pousar fora da área existe, porém são raros os casos. Os pilotos geralmente saltam com GPS que define a latitude, longitude e altitude. Para a prática do esporte não é obrigatório nenhum tipo de roupa especializada, mas muitos pilotos preferem usar macacão que oferece maior proteção do corpo caso o pouso não seja um dos melhores.
Os melhores lugares no Brasil que Terraguar indica para saltar são: Ubatuba (SP), Búzios (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Macaé (RJ), Florianópolis (SC), Paranaguá (PR) e a Barra do Jucu (ES). Terraguar é instrutor de freefly e salto duplo na escola
Azul do Vento.
"Desde criança quando eu ia para Tatuí no sítio de um amigo via os pára-quedas da Castelo Branco e pensava que isso deveria ser demais. Até que em 1992 assisti no cinema um filme, Caçadores de Emoção, dois anos depois um amigo me convidou para fazer o curso que aceitei na hora", conta o instrutor.
Segundo também o instrutor de pára-quedismo, Eduardo Meirelles, para quem quiser iniciar no esporte a primeira sugestão dada é escolher uma boa escola, não se apegando somente ao preço e sim em saber exatamente quem são os instrutores com quem vão saltar.
Para se tornar um profissional no pára-quedismo no curso AFF ( Accelerated Free Fall), são exigidos 300 saltos e um estágio de um ano sob supervisão de um instrutor, que depois deste ano irá aprová-lo como instrutor ou não. Já no salto duplo são necessários 500 saltos e mais um curso de dez a 15 saltos acompanhando de um pára-quedista experiente que tenha pelo menos 100 saltos.
Maiores de sete anos com autorização dos pais já podem saltar. Não poderão praticar o pára-quedismo pessoas com problemas cardíacos e acima de 100 kg. Edu é formado primeiramente em publicidade, tornou-se instrutor em 1997, em 2003 morou nos EUA e um ano depois resolveu encarar o esporte realmente como profissão.
Aperfeiçoado na USPA (United States Parachute Assisiation), Edu já fez mais de 4 mil saltos e hoje é instrutor de salto duplo e proprietário da escola
Pára-quedismo Boituva.
"Minha escola tem um diferencial das outras escolas, por ter área própria, quatro pára-quedas de salto duplo a disposição, três ilhas de edição para o melhor atendimento ao cliente", disse o instrutor.
Nathalie Monteiro