Turismo - As terras de Camocim fazem parte das capitanias propostas por Dom João III na carta Foral de 11 de março de 1535. A Capitania do Ceará coube a João de Barros Aires da Cunha e Fernando Alvarez. Porém, os donatários portugueses não se aventuravam a ir a Camocim, muito menos colonizá-la.
As terras ficavam à mercê dos corsários estrangeiros, principalmente franceses, que comercializavam com os índios ervas e outras riquezas naturais da flora como a tatajuba e o pau violeta. O nome da cidade provém do tupi-guarani, que significa "buraco para enterrar defunto". O próprio nome já não era convidativo.
Os portugueses, em 1613, rumavam para o norte do Ceará para conquistar as terras conhecidas hoje como Maranhão. De passagem pelas terras localizadas no meio do caminho, tentaram ocupar Camocim, mas tudo o que encontraram foi seca e miséria. Foi quando se transferiram para a beira das terras conhecidas como "buraco das tartarugas", hoje Jericoacoara.
Enquanto os portugueses se instalaram nas praias calmas de Jericoacoara, os holandeses ficaram com Camocim. O interesse de colonização era a descoberta de minérios preciosos e a extração de sal. Os canais do Rio Camocim, em marés altas, permitiam a navegação, isso facilitou a estada dos holandeses, que ainda conseguiram encontrar um local que facilitava o extrativismo de sal e tinha água potável em abundância.
Foi só em meados de 1800 que Camocim teve realmente um povoamento. Imigrantes vindos principalmente de Mombaça, fugiam da seca que castigava o sertão e encontraram refúgio no mesmo lugar que os holandeses encontraram nos anos anteriores. O povo cresceu tão rápido que no fim do século XIX já chegava a cinco mil habitantes. Logo o lugar subiu à categoria de Vila, em 29 de setembro de 1879, desmembrando do município de Granja.
A vila cresceu tanto e seu porto ganhou destaque importando e exportando mercadorias - antes feito somente pelo porto de Acaraú - que a idéia de conectar-se a Sobral por linha férrea surgiu. Hoje a cidade baseia sua economia em atividades pesqueiras, fabricação de calçados, pela carcinicultura e comércio lojista. |