Montanhismo - O mau tempo em Dengboche fez com que Rodrigo Raineri e Eduardo Keppke ficassem mais um dia no local, a 4.300 de altitude. Debaixo de vento forte e muito frio, além do tempo nublado, a equipe da Expedição Everest 2008 Sem O2 Suplementar chegou a conclusão que o desafio maior é a saudade.
"Esta expedição é uma quebra de desafio constante. Os obstáculos vão aparecendo e a gente vai resolvendo. A única coisa que não se resolve é a saudade de casa que só aumenta", comenta o cirurgião plástico Eduardo Keppke.
E com o dia "extra" em Dengboche, a dupla resolveu usar esse tempo para matar essa saudade revendo fotos das suas famílias. "Eu vinha sozinho para escalar o Everest. Aí conversando com o Du (Eduardo) surgiu a possibilidade de ele vir junto. Aí me mandou um e-mail com a música "Razões", do Almir Sater e confirmou que escalaria a "Mãe do Universo" comigo. Então esta música é o tema da nossa expedição. E hoje tiramos o dia ouvir a música e rever fotos das nossas amadas e das nossas famílias", comentou Rodrigo Raineri.
Amanhã, 17 de abril, a expedição deve seguir para Lobuche, a 4.930 metros de altitude, passando ainda por Pheriche, um abaixo, a 4.243 metros de altitude. Raineri e Keppke escalarão o Monte Everest, a montanha mais alta do mundo (8.850 metros de altitude), pelo Nepal, face Sul.
Raineri enfrenta o desafio sem o uso de cilindros de O2 Suplementares, enquanto o companheiro de escalada fará uso do O2. Entre os dias 1º e 10 de maio, o Monte Everest estará fechado para ataque ao cume, em função da passagem da tocha olímpica. Durante esses dez dias, as expedições podem chegar até o Acampamento 3, a 7.400 metros de altitude. |