Balonismo - O 20º Festival Internacional de Balonismo que acontece até o dia 21 de abril em Torres, Rio Grande do Sul tem a participação de grandes nomes do balonismo. Aos 33 anos de idade, o piloto Sacha Haim foi campeão cinco vezes do festival e é um dos favoritos.
Sacha conseguiu conquistar a prova da chave, o qual é oferecido um automóvel àquele que conseguir pegar, de balão e sem tocar o chão, a chave de um carro estrategicamente colocada sobre um mastro, dentro da área de balões do parque.
"É muito bom ter vencido cinco vezes esse festival. Estou dois anos sem vencer e espero fazer bons ventos para conquistar mais um título. Na prova da chave, pretendo fazer o possível para conseguir mais uma vez, já que esse ano serão três tentativas", disse.
Para o piloto esse festival é um dos mais gostosos e tradicionais da América do Sul. A cidade de Torres é próxima de serras, com paisagens muito belas, mas não é tão simples assim para voar, precisa de muita atenção dos pilotos. "Balonismo já faz parte da minha vida. Sou piloto desde os 18 anos, comecei a voar com uns amigos do meu pai, pois antes eu era navegador. Hoje, posso dizer que voar é estar flutuando acima de tudo, como se tivesse pendurado numa bexiga", destacou Sacha.
Formada em Geofísica, com mestrado na área, a piloto paulista Gabriela Slavec é um dos poucos nomes femininos do balonismo no Brasil. Começou como observadora de competições em 1991, de onde tirou experiência para, em 2000, tornar-se piloto de balão, conseguindo assim em 2006 ser a única mulher campeã do Festival Internacional de Balonismo.
"O que eu acho que vale a pena ser destacado, é que o fato de eu ter vencido o festival em 2006, os homens acabam me olhando de uma forma diferente. Mesmo todos tendo chance de vencer, eles acabam olhando de uma forma como, uma mulher ganhou", disse Gabriela. Para Gabi voar é a melhor sensação que existe, é estar flutuando, em uma grande liberdade, além de poder admirar as mais belas paisagens.
Nathalie Monteiro