Montanhismo - Por uma questão de segurança já que os ventos estavam muito fortes e as previsões não mostraram nenhuma melhora, Rodrigo Raineri decidiu fazer sua investida ao cume do Monte Everest (8.850 metros) utilizando cilindros de O2 suplementares.
Eduardo Keppke e Raineri saíram do Acampamento 4 (8.000 metros) na noite do dia 26 (segunda-feira) e chegaram ao teto do mundo na manhã do dia 27. Rodrigo conta que nunca teve tantos problemas numa escalada. "O dromedário de água que eu tinha colocado por dentro do macacão para ficar aquecido vazou e a água escorreu pelas minhas costas, pernas e entrou pela bota. Ou seja, congelou tudo".
Os ventos também dificultaram muito o deslocamento dos alpinistas brasileiros, "foi muito sofrido, os ventos estavam bastante fortes, estava muito frio também. Mas a noite esteve linda e o dia também; o sol nascendo, o sol se pondo, foi fantástico. Uma paisagem deslumbrante durante toda escalada, perfeita", finalizou Raineri.
Nesta quarta-feira (28/05) Du Keppke e Rodrigo Raineri retomam a descida para chegar ao Campo Base (5.300 metros). O retorno dos paulistas ao Brasil está previsto para o início de junho.
Rodrigo Raineri e Eduardo Keppke juntaram-se a Ana Elisa Boscarioli, Vitor Negrete, Mozart Catão, Irivan Burda e Waldemar Niclevicz, outros brasileiros que alcançaram o topo do mundo utilizando cilindros de O2 suplementares. Em 2006 Vitor Negrete chegou aos 8.850 metros pela Face Norte (Tibet) de altitude sem usar oxigênio suplementar, mas morreu a 8.300 metros, no Acampamento 3.
Rodrigo Raineri e Eduardo Keppke realizaram sua escalada pela Face Sul (Nepal). Rodrigo faria sua investida ao topo do mundo sem utilizar cilindros de O2 suplementares, mas por segurança optou por subir com os cilindros, do mesmo modo que seu parceiro, o médico Eduardo Keppke. Ambos foram acompanhados por climbing sherpas. |